É uma delícia conhecer a casa do Jorge. Ele é professor de arte e junto com a mulher. Garimpou e escolheu a dedo ao longo de cinco anos cada peça usada na decoração e construção da casa dele.
Cada tijolo, cada janela, cada objeto tem uma história e Jorge sente um prazer imenso em contá-las. Ele não saía de antiquários, demolidoras de imóveis, ferros velhos.
Até calçadas e caçambas chegaram a ser vasculhadas. A planta original da casa precisou ser modificada para adaptar tudo que ele encontrava e queria incluir no projeto.
A casa começou com uma escada de peroba rosa e cabreúva toda trabalhada que pertenceu a uma casa de um bairro nobre de Campinas, mais tarde demolida. Ele cismou com ela e só depois planejou os cortes no terreno e os níveis da casa de acordo com a inclinação dela. Embaixo ele aproveitou pra fazer uma adega. Alguns reparos precisaram ser feitos com madeira reciclada também de peroba rosa.
Cada cômodo é um quebra-cabeças. No jardim de inverno, por exemplo, ele optou por colocar o piso hidráulico no chão e madeiramento antigo no teto. As janelas foram feitas de vigas compradas num local e guilhotinas em outro. Na casa inteira elas são assim.
Descobrir o que há por trás da penteadeira de criança usada no lavabo é uma delícia. Ela tem cinco tipos de madeira, peroba, cedro, cabreúva nos torneados e até pino de riba na lateral das gavetas. Jorge contou que provavelmente foi um artesão de fundo de quintal que fez ou alguém que já tinha a intenção de pintar e esconder as diferenças. Ele preferiu mostrar. E faz questão de apontar marcas de vela na madeira.
A penteadeira usada no banheiro recebeu um corte no mármore para colocação da cuba e um sistema de água quente e fria.
As peças eram guardadas na casa da mãe e no próprio terreno, onde ele montou um rancho para guardar coisas e para ser usado pelo carpinteiro nas restaurações. Tudo foi feito com tanta dedicação que Jorge sabe exatamente quantos tijolos foram usados na casa. 40 mil. Do alicerce ao telhado, foram tijolos de várias demolições com tamanhos diferentes. Mas como conseguia lotes iguais, separava por paredes para erguê-las com mais harmonia, onde conseguiu igualdade deixou os tijolos à vista, para esconder as imperfeições optou por algumas paredes com reboco e tinta.
Clique abaixo e veja o vídeo completo da reportagem.
http://g1.globo.com/platb/jornal-hoje-hojeemcasa/
E as foto dos móveis...
http://g1.globo.com/jornal-hoje/fotos/2011/05/moveis-de-garimpo.html
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sábado, 7 de maio de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Achado no brechó
Em uma das minhas garimpadas no brechó do Bié (pra não dizer bagunça msm), eu vi este criadinho mudo e me apaixonei, estava num cantinho, todo arranhadinho, e eu já imaginei uma pátina, uma decoupagem de tecido no meio, negociei horas com o Bié e pedi pra ele levar em casa.
Quando eu cheguei de tardezinha da escola, ele tinha entregue, mas ele tinha lixado e envernizado toda a peça, aí eu fiquei com pena de aplicar a pátina...Mas veja se não é uma graça msm...
Quando eu cheguei de tardezinha da escola, ele tinha entregue, mas ele tinha lixado e envernizado toda a peça, aí eu fiquei com pena de aplicar a pátina...Mas veja se não é uma graça msm...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
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